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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O VENENO ESTÁ NA MESA








Segundo o documentário, o Brasil é o país que mais aplica agrotóxicos, alguns proibidos em diversos países porque comprovadamente causam males irreversíveis à saúde. No filme, vários são os depoimentos de agricultores que enfrentaram complicações de saúde e até mesmo de agricultores que chegaram a falecer por inalação desses “defensivos agrícolas” – como os chamam seus apologistas.


Mesmo com vários depoimentos de especialistas no assunto (cientistas, ecologistas e médicos) sobre os males causados à saúde humana pelos agrotóxicos, os representantes do agronegócio e dos latifundiários do nosso país os defendem com unhas e dentes, inclusive utilizando-se de argumentos “progressistas”. O cinismo que marca um dos depoimentos do documentário, o da senadora Kátia Abreu (DEM-GO), liderança maior do agronegócio, é enorme. Ela diz que os “irresponsáveis” que denunciam o agrotóxico querem que o preço dos alimentos subam, porque o povo só tem dinheiro para comer alimento com agrotóxico, uma vez que só dessa forma os alimentos ficariam mais baratos (impossível não fazer comparações com a argumentação do deputado federal Aldo Rebelo [PCdoB-SP] na defesa do Novo Código Florestal Brasileiro).

De fato, o filme nos faz repensar duas coisas: qual o preço que pagamos por essa produtividade da terra? E qual o preço que a própria terra paga, já que esse modelo esgota sua capacidade produtiva em poucos anos?

Importante instrumento de conscientização, o filme deve estar presente em todos os cine-debates das universidades, escolas e bairros populares de nosso país. É preciso muita mobilização porque O veneno está na mesa.






PEDIDOS

aeternidadeeumdia@gmail.com




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