Segundo
o documentário, o Brasil é o país que mais aplica agrotóxicos, alguns proibidos
em diversos países porque comprovadamente causam males irreversíveis à saúde.
No filme, vários são os depoimentos de agricultores que enfrentaram
complicações de saúde e até mesmo de agricultores que chegaram a falecer por
inalação desses “defensivos agrícolas” – como os chamam seus apologistas.
Mesmo
com vários depoimentos de especialistas no assunto (cientistas, ecologistas e
médicos) sobre os males causados à saúde humana pelos agrotóxicos, os
representantes do agronegócio e dos latifundiários do nosso país os defendem
com unhas e dentes, inclusive utilizando-se de argumentos “progressistas”. O
cinismo que marca um dos depoimentos do documentário, o da senadora Kátia Abreu
(DEM-GO), liderança maior do agronegócio, é enorme. Ela diz que os
“irresponsáveis” que denunciam o agrotóxico querem que o preço dos alimentos
subam, porque o povo só tem dinheiro para comer alimento com agrotóxico, uma
vez que só dessa forma os alimentos ficariam mais baratos (impossível não fazer
comparações com a argumentação do deputado federal Aldo Rebelo [PCdoB-SP] na
defesa do Novo Código Florestal Brasileiro).
De
fato, o filme nos faz repensar duas coisas: qual o preço que pagamos por essa
produtividade da terra? E qual o preço que a própria terra paga, já que esse
modelo esgota sua capacidade produtiva em poucos anos?
Importante
instrumento de conscientização, o filme deve estar presente em todos os
cine-debates das universidades, escolas e bairros populares de nosso país. É
preciso muita mobilização porque O veneno está na mesa.
PEDIDOS
aeternidadeeumdia@gmail.com

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